Relação entre a perda auditiva e a perda de memória

 

Um artigo recente publicado pela Universidade de Washington em St. Louis, analisou as consequências cognitivas da perda auditiva não tratada.

O artigo baseava-se em vários estudos, que incluíram a utilização de ressonâncias magnéticas que examinaram a atividade e estrutura cerebral de pessoas de idade com perda auditiva.

Noutro dos estudos, os participantes da pesquisa foram sujeitos a testes de memória que mostraram que os participantes com perda auditiva leve a moderada apresentaram resultados mais desfavoráveis do que os indivíduos com audição normal.

 

Os autores do artigo concluíram que a perda auditiva leva a "efeitos cognitivos em cascata que afetam percepção, compreensão e memória".

Outro fator associado à perda auditiva e que contribui para a perda de memória, é o stress. Quando o nosso cérebro tem de fazer um esforço extra para ouvir, sofre uma sobrecarga cognitiva. Esta sobrecarga de trabalho para decifrar o que as pessoas dizem, faz com que o cérebro não tenha tempo para colocar as informações no seu “banco de memória”.

Quanto mais severa a perda auditiva, mais recursos o cérebro desvia de outras tarefas para o ajudar a entender.